Atendimento Online
Causas da queda prematura de frutos do coqueiro anão - ArtigoUOV - Universidade Online de Viçosa
Centro de Produções Técnicas
Universidade Online Viçosa - Banner


Início / Biblioteca virtual/  Mais Artigos / Causas da queda prematura de frutos do coqueiro anão

Causas da queda prematura de frutos do coqueiro anão

Publicada em: 04/11/2011

“Na cultura do coqueiro, um dos baixos índices de produtividade é devido a elevada queda prematura de frutos”

As espécies vegetais cultivadas exigem condições específicas de clima, suprimento de água e nutrientes, em quantidade e distribuição adequada, para desenvolverem-se e atingirem máxima produção. Na cultura do coqueiro, a exigência é intensificada, já que a planta produz continuamente, durante todo o ano.

Caso essas condições sejam adequadas, o coqueiro emite uma nova folha a cada 21 dias e junto a ela uma inflorescência. A diferenciação das flores femininas ocorre no palmito e a sua emissão dura em torno de doze meses, quando esta se abre e é polinizada, ocorrendo o pegamento, o fruto desenvolve-se e é colhido seis meses após a abertura da espata.

A consequência do padrão de desenvolvimento da inflorescência em uma planta de coqueiro anão será a reação imediata ao não atendimento das exigências de clima, água e nutrientes é uma redução na produtividade, uma vez que haverá uma queda prematura de frutos, os quais a planta não será capaz de manter até o ponto de colheita.

Outro fator importante relacionado também à queda de frutos prematuros são os ataques de insetos e pragas, devido a um inadequado manejo de controle fitossanitário. Na cultura do coqueiro, um dos baixos índices de produtividade é devido a elevada queda prematura de frutos. É comum ocorrer na cultura a queda, de até 75 % dos frutos jovens da emergência da espádice e até algumas semanas após a polinização. A queda de frutos na cultura do coqueiro se deve à associação de uma série de fatores.

Destacam-se entre esses, os relacionados a seguir:

Fatores fisiológicos

No coqueiro anão, as flores masculinas e femininas amadurecem aproximadamente ao mesmo tempo, ocorrendo normalmente autofecundação. No entanto, entre as cultivares do coqueiro anão, o nível de autofecundação é variável e ocorre de acordo com a variedade considerada.

Sendo assim alguns frutos caem por falhas de polinização, sendo atribuídas a causas fisiológicas, que determinam uma queda normal, comparável àquela das árvores frutíferas em geral. Muito pouca queda ocorre em seguida a esse período inicial, a não ser que as condições sejam extremamente desfavoráveis.

Há também variação sazonal no número de flores femininas formadas em cada inflorescência consecutiva e, portanto no número de frutos que amadurecem.

Fatores nutricionais

A condição nutricional da cultura do coqueiro e extremamente importante à produção. A quantidade de nutrientes extraídos pela cultura poderá atingir valores elevados, considerando-se que a produtividade pode situar-se entre 150 a 200 frutos/planta/ano a partir do 3º ano de produção (5º ano de cultivo).

Esta estando em deficiência ocasiona considerável queda dos frutos e baixa produtividade, já que o pegamento dos frutos determina o tamanho da safra.

Verifica-se também que o índice de pegamento de frutos diminui após uma safra abundante, como consequência de condição nutricional exaurida.

Para manter uma produção constate, evitando a queda prematura deve-se realizar além da análise química uma análise foliar, uma vez que existe relação entre a quantidade de nutrientes nas folhas e a produção da cultura. A adubação deve ser realizada anualmente, baseada nos resultados das análises de solo associados aos da análise foliar, para repor os nutrientes retirados pela colheita.

Fatores ambientais

O coqueiro é uma palmeira tropical, e seu desenvolvimento é favorável em climas quentes e úmidos, os quais são encontrados entre as latitudes 20°N e 20°S.

A temperatura de 27°C é considerada ótima para o coqueiro, o qual tem seu desenvolvimento prejudicado se as temperaturas mínimas diárias forem inferiores a 15°C. Temperaturas maiores que a ótima são toleráveis pela cultura se não houver baixa umidade relativa do ar.

A umidade relativa do ar em torno de 80% é adequada ao desenvolvimento do coqueiro. Se a umidade atmosférica for menor que 60% e estiver associada a ventos quentes e secos, poderá haver prejuízo no desenvolvimento da cultura, devido a uma alta taxa de transpiração foliar, a qual não poderá ser compensada pela absorção de água através das raízes. Uma umidade relativa maior que 90% também pode prejudicar a planta, porque reduz a absorção de nutrientes devido à menor transpiração, provocando queda prematura de frutos, além de favorecer a propagação de doenças.

A luz é outro fator importante para o bom desenvolvimento da cultura. Considerando-se como ideal uma insolação anual de 2.000 horas com, no mínimo, 120 horas/mês. Entretanto, a intensidade dessa luz também é importante. Em dias nublados, as nuvens reduzem a radiação solar, o que pode interferir negativamente na fotossíntese do coqueiro.

A cultura do coqueiro anão produz continuamente durante o ano todo. E a partir da polinização os frutos são colhido em torno de 6 meses, conclui-se que qualquer estresse, nesse período pode afetar a produção. Um déficit hídrico prolongado (mais de 03 meses com precipitações abaixo de 50 mm) pode provocar queda prematura de frutos, daí a importância da irrigação sobre o rendimento da cultura. Por outro lado, chuvas excessivas também prejudicam a cultura devido às menores insolações, eficiência de polinização e aeração do solo e da maior lixiviação de nutrientes.

Fatores fitossanitários

O coqueiro pode ser atacado, na fase de produção, por diversas pragas e doenças, e este é um dos fatores importantes para a redução da produtividade da cultura. Os mais importantes estão relacionados abaixo.

Insetos

Homalinotus coriaceus (Gylenhal, 1836)l (Coleóptero: Curculionidade) ou broca do pedúnculo floral. A fêmea deposita os ovos no pedúnculo floral, as larvas quando eclodem abrem galerias no pedúnculo, ocasionando a queda de frutos e às vezes do cacho completo, causa a queda em torno de 50% dos frutos novos.

Hyalospila ptychis (Dyar., 1919) ( Lepidoptera : Phycitidae) ou traça dos cocos novos. A largadas atacam a inflorescência recém-abertas, roendo os carpelos das flores femininas, quando tenras, perfuram as brácteas provocando o aborto e queda da flor atacada. Atacam também os cocos novos, introduzindo-se por baixo das brácteas na base destes, abrindo galerias no mesocarpo e causando a exsudação da seiva que se solidifica em forma de goma. Os frutos atacados ou caem logo ou crescem deformado assimétricos.

Parisoschoenos obessulus (Casey, 1922) (Coleóptero: Curculionidade) ou gorgulho dos frutos e flores. O inseto ataca as flores femininas na base e corrói o mesocarpo, causando o aborto delas.

Eriophyes guerreronis Keiher (Acari: Eriophyidae) ou ácaro da necreose do coqueiro. Nos frutos jovens atacam os tecidos meristemáticos quando as brácteas se abrem, causando necrose e sua queda prematura. Nos frutos, que não caem as lesões necrosadas e suberizadas apresentam escoriações longitudinais características. O ferimento deixado pelo ácaro permite a penetração do fungo da antracnose.

Doenças

Antracnose ou podridão do fruto, Colletotrichum gloeosporioides Penz. O ataque é facilitado pelo ferimento deixado pelo ácaro Eriophyes guerreronis.

Apesar da incidência (ocorrência) e da severidade (grau de ataque) de cada inseto/doença varia de região para região, alguns cuidados devem ser tomados pelos produtores, a fim de minimizar o efeito desses agentes.

Esses cuidados envolvem a utilização de mudas sadias, a realização de tratos culturais e adubações adequadas e a correta identificação das causas dos problemas da cultura, que podem ser, além de fisiológicos, nutricionais, ambientais e fitossanitários. Outro cuidado, a fim de identificar os precocemente as possíveis pragas/doenças, é a fiscalização mensal da cultura, observando rigorosamente eventual ocorrência.

Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br

AVISO LEGAL

Este conteúdo pode ser publicado livremente, no todo ou em parte, em qualquer mídia, eletrônica ou impressa, desde que a UOV – Universidade Online de Viçosa seja citada como fonte, remetendo para o site da instituição: www.uov.com.br

Mais artigos »

Formas de pagamento

Parcelamento em até 6 vezes sem juros nos cartões Visa, Mastercard, Dinners, American Express.
O site da Universidade Online de Viçosa - UOV é certificado pela GeoTrust, Inc, protocolo SSL3.0. As informações pessoais de cada aluno ou de interessados em qualquer conteúdo da UOV são tratadas com extremo cuidado, para manter a privacidade. Todos os dados digitados são criptografados, ou seja, transmitidos de forma codificada.

Copyright © UOV 2001 - 2014. Todos os direitos reservados CNPJ: 04.941.967/0001-29 Inscrição Estadual: 001003659-0096

A UOV liga para você!





Exemplo: 31 38997000