A câmara, presidida por Ricardo Schmidt Falcão, decidiu criar grupos temáticos específicos para discutir a aftosa, o controle sanitário integrado, a rastreabilidade, a qualidade da produção de carne, leite e lã das duas cadeias, o mercado mundial e o repasse de tecnologias aos pecuaristas.
Segundo os membros da câmara, o sucesso da aplicação de pesquisas no setor depende de resultados práticos. Além do Nordeste, o país tem pólos de criação de ovinos em São Paulo, Minas, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.
A caprinocultura e a ovinocultura são atividades consideradas bastante promissoras no país. De 1999 a 2002, por exemplo, a produção de carnes de ovinos e caprinos cresceu de 17 mil para 21 mil toneladas por ano. O Brasil é o oitavo produtor mundial, somando 25 milhões de cabeças. As duas cadeias produtivas respondem pela geração de 56 mil postos de trabalho. O rebanho baiano de caprinos é o maior do país, com 4,5 milhões de cabeças.
A Câmara de Ovinos e Caprinos foi instalada em maio deste ano pelo secretário-executivo do ministério, José Amauri Dimarzio, com o objetivo de fortalecer as duas cadeias por meio de programas estruturantes das atividades. O objetivo da câmara agora é vencer as barreiras sanitárias e comerciais para aumentar a produção e a qualidade de seus rebanhos, além de diminuir as importações e abrir mercados às exportações.
Fonte: Ministério da Agricultura