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Seguro de ovinos

O mercado de seguros de animais começa a repercutir um aumento do consumo de carne ovina. A SBR - Seguradora Brasileira Rural, que fez o primeiro seguro de ovinos do país, começou a vender apólices no ano passado e hoje tem 400 carneiros reprodutores em sua carteira, pertencentes a produtores do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Os produtores não querem ter o nome revelado.

Luiz Roberto Paes Foz, diretor presidente da SBR, e Joaquim Cesar Neto, gerente de produtos da seguradora, acreditam que este é um \"mercado em ascensão\", uma vez que os produtores passaram a investir mais na qualidade da carne. \"São animais de elite, pontuados em eventos importantes do setor como a Expointer e a Feovelha\", observa Joaquim Cesar Neto. Se os ovinos morrem, o prejuízo é grande, completa Luiz Roberto Paes Foz. A apólice para ovinos cobre a vida, ou seja, o risco de morte dos animais, inclusive em transporte.

Apesar de ter um dos maiores rebanhos do mundo, com 180 milhões de cabeças, só de bovinos, o Brasil está bem atrás de outros países em seguros de animais. Em 2003, o faturamento em prêmios das seguradoras que dão cobertura a animais foi de apenas US$ 1,2 milhão. No México, esse valor chega a US$ 40 milhões. Para Foz, a maior demanda por seguros reflete mudanças no mercado de pecuária que têm obrigado os criadores a investir cada vez mais em seus rebanhos. \"Hoje as pessoas estão investindo muito dinheiro em confinamento, aprimoramento genético, que não era tradição no país\".

A tendência não se limita a ovinos. No ano passado, a SBR tinha apenas 2,5 mil animais segurados (entre bovinos, eqüinos e ovinos). Este ano são 44 mil, sendo 40 mil em rebanho e 4 mil animais de elite. Só duas outras seguradoras aceitam risco de animais - a Porto Seguro e a Cosesp, esta controlada pelo governo do Estado de São Paulo.

Para bovinos, um risco mais conhecido pelas seguradoras, as coberturas são mais amplas e as apólices indenizam em casos de morte por acidentes, doenças, asfixia por sufocamento ou afogamento, eletrocussão, incêndio, insolação, raio, envenenamento e até ataque de outros animais. Também incluem a prenhez do animal, podendo indenizar o produtor pelo aborto acidental dos bezerros. Estão excluídos da cobertura doenças que atingem o rebanho por não-vacinação. \"É preciso que o segurado faça um bom gerenciamento do rebanho\", diz Neto.

A seguradora se prepara para entrar em outros mercados novos para o seguro como o rebanho de avestruz e suínos. \"Por enquanto, o mercado de avestruz é mais de reprodução, mas quando chegar a ser um mercado de carne, vamos entrar com o seguro\", diz Foz. A SBR é controlada pela holding SBF Participações Ltda, por sua vez controlada pelas empresas Swiss Re, segunda maior resseguradora do mundo, com uma participação de 45%, os grupos Radian, dos EUA, com 45% e o brasileiro Rio Bravo, com 10%.

Fonte: Valor Econômico

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