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Parasitas de ovinos estão mais resistentes a vermífugos

A verminose, principal doença que afeta a ovinocultura em São Paulo, está cada vez mais difícil de ser controlada. Com a falta de monitoramento através de exames periódicos e com vermifugações aleatórias, há uma maior tendência ao aparecimento de vermes resistentes aos produtos químicos para seu combate.

Estudiosos alertam os criadores sobre a importância de exames de fezes preventivos para se obter um diagnóstico preciso e combater o problema com o medicamento correto e eficaz. Através do exame de fezes realizado antes e uma semana depois da vermifugação, o produtor terá condições de monitorar a resistência do verme e, a partir daí, aplicar o vermífugo mais eficiente em sua propriedade.

Uma medida preventiva que pode ser utilizada pelo criador, é a rotação de animais em piquetes, onde poderão permanecer no máximo 12 dias em cada, deixando-o por pelo menos 35 dias em descanso. O pastejo integrado ou alternado com bovinos adultos, até mesmo com eqüinos e a rotação pasto-cultura são outros procedimentos indicados.

Parasitose

Os vermes mais patogênicos que causam maior mortalidade aos rebanhos pertencem aos gêneros Haemonchus e Trichostrongylus. Os parasitos se alimentam de sangue causando anemia. Os animais ficam com as mucosas pálidas como se tivessem sem sangue. A falta de hemácias – células sangüíneas que dão a cor vermelha ao sangue e são responsáveis por carregar o oxigênio e o gás carbônico por todo o organismo – leva à falência dos órgãos vitais, acarretando rapidamente a morte do animal.

Essas espécies de helmintos localizam-se preferencialmente no abomaso – um dos quatro estômagos do ruminante – e podem adquirir, em pouco tempo, resistência aos anti-helmínticos. É por esse motivo que deve haver um acompanhamento através de exames rotineiros de fezes para saber a eficácia do vermífugo que está sendo utilizado na propriedade.

Exames no rebanho

O proprietário deverá realizar a coleta das fezes no dia da vermifugação e sete dias após a dosagem, além de monitoramento mensal ou bimensal. Deve-se seguir os seguintes procedimentos:

- coletar as fezes em 10% a 20% dos animais de cada categoria do rebanho (jovens e adultos), dando preferência para coletar dos mais magros e de pior aparência;

- coletar diretamente do ânus do animal, com um saco plástico, vestindo-o como uma luva;

- fechar e identificar o saquinho com o número ou o nome do animal ou, ainda, com o lote ou categoria a que pertence;

- encaminhar para o laboratório no mesmo dia, acondicionando em isopor com gelo. Para evitar o contato direto das fezes com o gelo, coloque uma folha de jornal entre eles;\\

- lacrar o isopor e identificar o proprietário dos animais com o nome, endereço e telefone para contato, além de incluir algumas informações sobre a última data de vermifugação e o nome do produto utilizado.

Fonte: Revista O Berro – nº 75 – março, 2005.

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