Antes de iniciar a criação são necessários certos cuidados, que vão desde a escolha de qual segmento da cadeia será seguido até a escolha da área a ser utilizada.
A estrutiocultura, ou criação de avestruz, tem atraído cada vez mais investidores que procuram um negócio seguro, rentável, de fácil manejo e que exija pouco investimento. Porém, antes de iniciar a criação são necessários certos cuidados, que vão desde a escolha de qual segmento da cadeia será seguido à área a ser utilizada, passando pela compra das aves e maquinário e tecnologia utilizada até a alimentação, clima, controle sanitário, mão-de-obra especializada.
Em primeiro lugar, é necessário que o novo produtor conheça as necessidades do segmento escolhido. Se a intenção é a criação de filhotes de 1 dia a 3 meses de idade, a alimentação é o item que merece a maior atenção do investidor, além do manejo adequado, considerando quantidade de animais por piquete, tipos de piso e tipos de pasto. Para o bom desempenho dos filhotes, é necessário oferecer ração específica para cada época do ano, contendo macro e microelementos. A escolha de técnicos especializados, a higiene, o clima e o controle sanitário também são fundamentais para o sucesso dessa fase.
A partir dos 3 meses de idade as aves já começam o período de engorda para abate. Nessa fase, a qualidade da área de criação, da ração oferecida - também diferenciada para cada período do ano - e do pasto precisa ser considerada. O novo produtor deve ainda manter rígido controle sanitário e de peso dos animais, regular o tamanho das pedras oferecidas aos avestruzes - explica-se: as pedras são importantes para o manejo alimentar das aves - e planejar uma área silenciosa para que as aves não se distraiam com facilidade e deixem de se alimentar.
Na criação das matrizes para o fornecimento de ovos, o controle sanitário e a qualidade da alimentação das aves devem ser controlados para manter bom desenvolvimento na época de postura. Na incubação, o importante é garantir a qualidade da tecnologia e dos equipamentos utilizados, além de ficar atento à umidade.
Já estabelecido o local e a etapa da criação que será desenvolvida, ao partir para a compra das aves o produtor deve dar preferência às aves de origem conhecida, com ficha de acompanhamento veterinário desde o seu nascimento e com histórico de matrizes poedeiras. A partir de então, é importante atentar para pequenos detalhes, como tipo de arame utilizado nos piquetes, tipo da pedra, tipo de comedouro, do capim etc, que também fazem a diferença na hora da criação.
Seguindo corretamente estes passos, dificilmente o criador irá se decepcionar com este novo ramo de atividade em crescimento no Brasil e que vem surpreendendo os criadores com resultados produtivos. O principal é ter em mãos um bom planejamento para não ter surpresas ou prejuízos.
Autor: Joel Wolff, diretor da Pé Forte - MG