Os equipamentos pertencentes a esta categoria, têm custo relativamente baixos e para um examinador experiente estima-se uma precisão superior a 90 % em gestações acima de 60 dias, podendo nos equipamentos que permitam a exploração transretal, eficiência de 97 % entre 35º e 55º dias de gestação.
Há entretanto o inconveniente de demandar-se mais tempo em cada exame quando comparado com o emprego de ultra-sonografia por imagem.
Desde 1980 emprega-se técnicas com equipamentos que traduzem as ondas refletidas por imagem (Modo B) que por analogia permitem o exame das estruturas. Dessa forma a qualidade e precisão diagnóstica foram ampliadas , permitindo a avaliação do desenvolvimento e viabilidade fetais, bem como o diagnóstico diferencial com outras patologias que podem ser confundidas com gestação, a exemplos da hidrometra, e piometra. A mais importante limitação à popularização do emprego da ultra-sonografia por imagem, incontestavelmente é o custo dos equipamentos.
Atualmente existe uma grande quantidade diversidade de marcas, modelos e configurações de equipamentos que podem ser empregados com a finalidade do diagnóstico de gestação ovina por imagem.
As duas principais configurações a serem consideradas são as probes (sondas) lineares e setoriais. Nas primeiras, devido ao arranjo dos cristais piezoelétricos arranjados de maneira alinhada e estacionária, a imagem formada é retangular. Na sonda setorial, os cristais se movimentam continuamente de maneira pendular propiciando uma varredura ultra-sonográfica das estruturas a serem examinadas e determina a formação de uma imagem em forma de leque com o vértice iniciando no ponto de contato da superfície a ser examinada.
Para ambas configurações de probe (linear ou setorial) existe ainda a possibilidade de variações da freqüência de emissão ultra-sonográfica. Os equipamentos de aplicações em reprodução Animal, possuem sondas com intensidades de 3,5 ; 5,0 e 7,5 MHz.
As menores freqüências conferem ondas ultra-sonográficas de maior penetração tecidual, permitindo o exame de estruturas mais distantes do ponto de contato da sonda. Por outro lado, sondas de 7,5 MHhz se prestam a exames mais detalhados, porém de estruturas que estejam mais próximas (2 a 4 cm) da superfície de contato da sonda.
A resolução das imagens do aparelho também constitui-se em um aspecto que distingue as diversas marcas e modelos. A resolução é um fator dependente da qualidade tecnológica do fabricante. Entende-se por resolução a capacidade de permitir a distinção com nitidez de dois pontos muito próximos. A resolução do equipamento é tanto maior quanto menor for entre dois pontos distintos.
A forma da probe (sonda) é desenvolvida pelo fabricante de acordo com a finalidade e modalidade do exame. Em Veterinária dá-se preferência a sondas com forma e tamanho que permitam tanto os exames transparietal quanto o transretal.
Fonte: http://www.fmvz.unesp.br/ovinos/repman3.htm