O ciclo estral em média dura 16 a 17 dias. A gestação tem duração entre 144 e 151 dias, tendendo a ficar em 144 e 147 dias nas "raças de carne" e 149 a 151 em raças de "lã fina".
A caracterização da gestação na espécie ovina apresenta sérias limitações, pois, poucos são os métodos disponíveis que associam precisão e precocidade. Universalmente o diagnóstico presuntivo é estabelecido pelo "índice de não retorno ao cio" que apresenta uma imprecisão angustiante, por não permitir segurança de resultados até quando a caracterização externa da gestação se torne evidente.
Após os centésimo dia de gestação o feto pode ser palpado através da parede abdominal e as modificações mamárias podem ser forte indicativos nas ovelhas primíparas, entretanto, uma caracterização externa levando-se em conta o volume abdominal e a condição corporal, pode induzir a erros grosseiros, quando feita no último terço da suposta gestação.
A determinação do estado gestacional nas fêmeas ovinas durante ou após a estação de reprodução, representa a possibilidade de se adotar normas específicas de manejo sanitário e nutricional, permitindo a propalada racionalização das atividades da propriedade e o escalonamento dos investimentos.
A elaboração de listas de descarte de animais improdutivos, representa uma interessante flexibilização no manejo e um fator preponderante no planejamento econômico da propriedade. No entanto, o conhecimento, desde logo, dos resultados da estação de cobertura, que põe fim às especulações sobre o real nível de concepção do rebanho é o fator que confere maior importância ao diagnóstico precoce da gestação na espécie ovina.
Dos diversos meios disponíveis para o diagnóstico de gestação em ovinos, aqueles que utilizam o princípio da ultra-sonografia é que merecem destaque, pois além de serem não invasivos, aliam precocidade e acurácia.
Fonte: http://www.fmvz.unesp.br/ovinos/repman3.htm