Poucos agricultores usam a aquacultura na América Latina, apesar de que poderia ter ali um grande potencial.
Uma das razões é porque, freqüentemente os solos são demasiadamente porosos – eles não contêm bem a água.
Porém é possível se fazer revestimentos artificiais – usando-se polietileno ou placas de borracha ou cimento.
No entanto, estes métodos são caros.
A seguir apresentaremos algumas sugestões de revestimentos naturais e muito baratos que exigem praticamente apenas mão de obra e tempo para serem executados.
Revestimento com estrume
Há uma maneira de se vedar viveiros que não custa nada. Não é um método novo – foi primeiramente usado na Rússia mas foi redescoberto e adaptado.
• Cave o viveiro e amasse bem o solo.
• Retire pedras e rochas do viveiro.
• Cubra o fundo e os lados com uma camada grossa (2–3cm) de estrume fresco – estrume de porco é o melhor.
• Cubra o estrume com uma camada de grama cortada ou folhas cortadas bem finas (de bananeira, por exemplo).
• Adicione uma camada de terra e aperte tudo firmemente. Você pode usar os seus pés para amassar as camadas. A terra mantém o ar fora e permite que ocorra um processo biológico
conhecido como ‘gleying'.
• Deixe secar durante 2–3 semanas sem mexer nas camadas. Não tente isto na estação chuvosa. Depois de 2–3 semanas, encha o viveiro com água. Testes usando este método foram feitos com grande sucesso na Costa Rica e em solo arenoso em ECHO na Flórida, EUA.
Você precisará ser cuidadoso para não mexer no fundo do viveiro demasiadamente, cavando o barro do fundo, caminhando ou misturando-o com varas. Tente este método primeiro em um viveiro pequeno.
Revestimento de barro
Outro método ‘tradicional' de tornar o viveiro à prova de água foi usado muito séculos trás no Reino Unido. Viveiros de condensação foram construídos nos terrenos calcários, que normalmente não contêm nenhuma água.
• O local do viveiro é preparado como acima.
• Uma camada grossa de limo (2–4cm) é adicionada para prevenir danos causados por minhocas.
• Barro pesado é então extraído e transportado de um outro local e amassado com os
pés – começando o trabalho do centro para fora. A camada de barro deve ser de pelo menos 5–6cm de espessura e deve ser mantida molhada o tempo todo.
• Quando for adicionado mais barro, o centro do viveiro deve ser mantido cheio de água. Se o barro secar, ele passa a rachar e a vazar.
Séculos mais tarde, muitos destes viveiros de condensação ainda estão em uso para o gado.
Informações sobre ‘gleying' são provenientes da ECHO, EUA e William McLarney e J Robert Hunter. Informações sobre viveiros do tipo húmido são provenientes de Mike Withers, Bishop Burton College, Beverley, North Humberside, Reino Unido.
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