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Adubação dos tanques de piscicultura tornam viveiros nutritivos

A adição de adubo, que pode ser orgânico ou químico, contribui para crescimento de organismos que alimentarão os peixes

Publicada em: 27/09/2011

A adubação de manutenção deve ser feita para garantir alimento natural aos peixes o ano inteiro

A qualidade de água é um dos principais fatores a serem observados em uma piscicultura. Analisando os níveis de nutrientes presentes nela, o produtor consegue saber o que precisa ser melhorado ou modificado, pensando sempre no melhor desenvolvimento dos peixes.

Uma das maneiras mais eficazes de avaliar a água do tanque é utilizando o disco de Secchi, como já abordamos aqui. Com ele, é possível perceber se a água está com alta quantidade de nutrientes, ou seja, excesso de plâncton, o que dificulta a respiração dos animais; ou baixa, oferecendo quantidades insuficientes de alimento natural.

Nos casos em que forem constatados níveis baixos de nutrientes na piscicultura, o produtor tem uma solução simples e eficaz: a adubação - “A principal finalidade da adubação é a de estimular o crescimento de organismos que irão servir de alimento aos peixes em cultivo”, afirma o doutor em Piscicultura/ Aquicultura, Manuel Vazquez.

Esse processo deve ser realizado de duas formas: a adubação de preparação do tanque, feita após a calagem para iniciar a criação de peixes; e a adubação de manutenção, utilizada para manter adequados os níveis de nutrientes da água do viveiro durante a criação. O adubo utilizado pode ser químico ou orgânico, sendo a combinação desses dois uma excelente opção, trazendo resultados satisfatórios.

Em ambas as formas, os adubos químicos mais utilizados são o superfosfato triplo e o sulfato de amônia. No caso dos orgânicos, o esterco de aves, seguido pelo de suínos, apresentam a melhor aceitação. Independente da natureza do produto, o objetivo principal de seu uso é fornecer minerais à água do viveiro, como fósforo e nitrogênio.

Um aspecto que deve ser conhecido tem relação com as consequências da adubação inicial. Quando ela é executada, associada à calagem, traz alterações significativas no pH e na concentração de oxigênio. No entanto, com o passar de 5 a 10 dias, esses níveis se estabilizam, sendo feito o peixamento em sequência. Com os peixes dentro do viveiro, procedem-se então as adubações de manutenção periódicas.

“O período de estabilização é importante para que as populações dos organismos desenvolvam rapidamente. A adubação de manutenção pode ser feita quinzenalmente, mas o ideal é que ela seja determinada pelo uso de algum método de amostragem”, explica Vazquez, que também é professor do curso de Criação de Peixes da UOV – Universidade Online de Viçosa.

Por: Lorena Tolomelli

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