Poros e glândulas mucosas são fundamentais para tornar perfeita a pele desses animais
Publicada em: 03/02/2012
A epiderme, conhecida popularmente como pele, é a camada mais externa do corpo dos animais. No caso dos peixes, ela é lisa e contínua, garantindo a proteção e o revestimento desde as barbatanas até a região dos olhos.
Quando analisada ao longo do comprimento, a pele de peixe apresenta uma série de poros, formando a linha lateral. A partir desses poros é possível estabelecer uma comunicação com um canal longitudinal localizado abaixo das escamas, onde células especiais permitem que os animais percebam melhor as possibilidades que os rodeiam.
“No canal longitudinal existem células mecanorreceptoras, que permitem ao peixe receber mudanças na pressão ou ondulações provocadas por presas ou predadores”, explica o doutor em aquicultura, Manual Vasquez.
A pele dos peixes apresenta ainda uma grande quantidade de glândulas mucosas. O muco, oriundo dessas glândulas protege o peixe de parasitas e fungos, além de apresentar outras funcionalidades imprescindíveis a vida dos animais.
“O muco secretado permite a redução da resistência da água ao movimento de natação, mas serve principalmente como proteção aos peixes”, afirma Vasquez, que também é professor do curso online de Criação de Peixes da UOV.
Vale lembrar que o fato dos peixes serem ectotérmicos determina as épocas do ano em que a produção de muco será maior ou menor. Como os animais desse grupo têm as funções metabólicas reduzidas a cada redução de temperatura da água, os invernos marcam menor quantidade da substância na superfície da pele.
Por: Lorena Tolomelli
Este conteúdo pode ser publicado livremente, no todo ou em parte, em qualquer mídia, eletrônica ou impressa, desde que a UOV – Universidade Online de Viçosa seja citada como fonte, remetendo para o site da instituição: www.uov.com.br
Áreas dos Cursos
Institucional
Informações