Necessária para manter a produtividade da colmeia, a substituição da abelha rainha pode ser concretizada com o recebimento da nova realeza de maneira rápida e segura
Publicada em: 20/01/2012
Independente da raça, a rainha é a abelha mais importante de todo enxame. Com a função própria de manter e aumentar a população dentro da colmeia, ela precisa estar sempre em pleno vigor para manter e desempenhar as atividades pela qual é responsável.
Postura de ovos e manutenção da colmeia. Essas são as principais atividades da abelha rainha, que em países da Europa, por exemplo, chegam a ter vida útil de cinco anos. Como o clima brasileiro permite a produção de mel durante o ano todo, a expectativa de vida dessas abelhas é menor, reduzindo para um ano em média.
Para que a produção de mel e derivados continue, o apicultor deve trocar a abelha rainha antes que ela deixe de exercer as funções na colmeia. Se a mudança não for realizada, os próprios insetos podem fazê-la, mas há o risco da nova rainha não ser fecundada, colocando todo o enxame em risco.
“A substituição da rainha deve ser feita, preferencialmente, no início do período da entressafra, assim que termina a florada para que a colmeia tenha o maior tempo possível para se recuperar e estar pronta para a produção na safra seguinte”, explica o especialista em apicultura, Paulo Sérgio Costa.
A rainha escolhida e manejada pelo produtor deve ser jovem e fértil. Normalmente, a troca da abelha rainha eleva a produtividade de 20 a 40% na colmeia. No entanto, se o inseto tiver passado por melhoramento genético, esse valor sobe para 40 a 50%. Muitas vezes, a troca da líder do enxame ainda traz a mudança de operárias, reconfigurando o grupo.
“O ideal é que o apicultor uniformize a idade das rainhas do apiário e troque todas ao mesmo tempo. Assim, se concentra o trabalho e facilita o controle posterior”, acrescenta Costa, que também é professor do curso online de Criação de Abelhas da UOV.
Para encontrar uma boa rainha, o produtor pode recorrer a criadores especializados neste inseto. A APTA - Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios realiza o serviço e ainda envia as abelhas para o cliente. Com um criatório em Pindamonhangaba, o instituto manda as rainhas por correio desde 1980.
As abelhas são acondicionadas em uma adaptação da gaiola do tipo Benton, muito comuns na criação de abelhas. A embalagem é confeccionada com duas tiras de madeira, variando o tamanho de envelope pequeno (11 por 16 centímetros) e envelope padrão (25 por 30 centímetros), que unem as gaiolas em cima e embaixo, formando uma caixa.
A rainha é enviada com seis operárias, que produzem geleia real para servir como alimento. A taxa de mortalidade de abelhas por esse sistema de envio é mínima.
Por: Lorena Tolomelli
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