Anestesia veterinária – pré e pós-cirurgia

A anestesia é utilizada para aliviar a dor, mas também para evitar que o animal atrapalhe a cirurgia

Anestesia Veterinária

A anestesia é um procedimento necessário em clínicas veterinárias. Não só para intervenções cirúrgicas, como também para alguns tratamentos simples, como a limpeza de dentes. Além de minimizar a dor, ela é fundamental também porque muitos animais não conseguem ficar quietos por muito tempo.

Luís Eugênio Franklin Augusto, professor da Disciplina Anestesiologia Veterinária, do VET Profissional, explica que a anestesia é um processo que envolve várias etapas: o paciente deve ser examinado previamente e é necessário consultar o médico veterinário e o proprietário do animal sobre qualquer histórico anestésico.

Durante todo o procedimento cirúrgico, o paciente é monitorado de perto pelo anestesiologista e técnicos especializados. Os medicamentos usados para pacientes veterinários e muitas das técnicas de administração para bloqueios epidurais ou dentários são semelhantes àquelas feitas em pacientes humanos, mas com diferenças em dosagens e tempo de bloqueio.

Tipos de anestesia

Há duas formas de aplicação de anestesias: injetando ou inalando. Ainda, ela pode ser geral ou local:

Anestesia geral

Essa anestesia provoca, como o nome sugere, um efeito geral. Isso significa que o animal fica desacordado e um sono induzido para que não sinta dores durante o procedimento cirúrgico, relaxando e evitando sinais de defesa. Durante todo o procedimento o animal dorme e só acorda após o fim do efeito.

Anestesia local

Essa anestesia é mais específica e deixa apenas a parte desejada “dormente”, para que possa ser operada. É mais utilizada em pessoas, pois, no geral, animais acordados não conseguem ficar muito quietos durante todo o procedimento.

Anestesia inalatória

Esse tipo de anestesia não precisa ser metabolizada para que possa surtir efeito, por isso é mais recomendada. É indicada para animais mais “sensíveis”, com problemas cardíacos e/ou animais mais velhos. Um tubo é inserido no focinho do animal, que inala a anestesia durante todo o procedimento, sendo retirado ao final, para que o animal acorde. É uma anestesia mais dispendiosa do que a injetável.

Anestesia injetável

Mais conhecida, a anestesia injetável é aplicada por via intramuscular ou intravenosa. É mais comum por ser mais barata e acaba proporcionando um melhor custo-benefício, pois barateia todo o custo do procedimento. Há no mercado vários tipos, cabendo ao veterinário definir qual a melhor para cada animal.

Pós-cirúrgico

Após a cirurgia, o animal costuma apresentar sonolência como consequência da anestesia. Logo após despertarem, não é recomendado oferecer muita comida para os animais, pois eles podem vomitar. Ofereça água e evite comida nas próximas 24 horas. Caso o animal continue sonolento e apático 24 horas após a cirurgia, será necessário levá-lo novamente ao veterinário para que se avalie o animal.



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Fonte: Vet Quality – vetquality.com.br
por Renato Rodrigues

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