Alimento suspenso garante qualidade na criação intensiva de frango caipira

Estando posicionado acima, as aves precisam se exercitar para conseguir comer, garantindo a característica caipira da carne mesmo sendo criadas em galpões


Quando pensamos em produção de frangos e galinhas caipira, logo imaginamos as aves sendo criadas soltas, ciscando pelo terreiro. Essa ideia não está errada, mas é possível obter animais desse tipo a partir do sistema de criação intensivo, mantendo a qualidade da produção utilizando simples adaptações.

A base da criação intensiva no sistema alternativo é semelhante a da produção industrial de frango de corte. As aves ficam confinadas em galpões, onde vivem e recebem o alimento até o momento do abate. No entanto, os galpões utilizados no sistema caipira são mais simples do que os empregados na avicultura industrial.

A grande diferença está na maneira como as aves se comportam no galpão de confinamento. Enquanto os frangos e galinhas da produção industrial obtém alimento de maneira facilitada, precisando se exercitarem muito pouco, as galinhas caipiras precisam se esforçar para comer. Isso acontece porque os alimentadores, onde é oferecido o verde picado, fica mais alto que as aves, obrigando que elas se movimentem para se alimentar.

Como o alimento é disponibilizado acima da altura das aves, os animais precisam pular para conseguirem comer. Com isso, as aves estarão se exercitando, fazendo com que a textura da carne delas fique parecida com a das aves criadas em sistemas extensivos e semi–intensivos”, explica o engenheiro agrônomo com diversificação em Zootecnia, Almiro Gomide.

Outra maneira de fornecer alimento às aves no sistema intensivo é pendurando as forragens pelo galpão. Assim, as galinhas também precisam pular para alcançar a comida, exercitando os músculos e garantindo o sabor característico da carne. No entanto, esse método pode não ser tão eficiente do ponto de vista econômico.

“Muitas vezes o uso de alimentadores é preferido por ser mais fácil de trabalhar, uma vez que se economiza mão-de-obra para amarrar e desamarrar as forragens”, afirma Gomide, que também é professor do Curso CPT de Criação de Frango e Galinha Caipira.


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Por: Lorena Tolomelli.

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