Comportamento de choco em galinhas atrapalha produção de ovos

Conheça as características dessa condição fisiológica das aves e o que deve ser feito para evitar perdas na produção

A galinha em período de choco quase não sai do ninho nem para se alimentar/ Foto: www.montedolaranjal.com

Da mesma forma que a maioria das mães do mundo animal, as galinhas se preparam para cuidar das crias, o que acontece logo após botarem os ovos. Natural do ponto de vista biológico, essa comportamento pode representar perdas para os avicultores especializados na produção de ovos, sendo necessário o controle do período de choco.

O choco é uma reação típica da galinha logo após a postura dos ovos, quando a fêmea se prepara para aquecê-los e dar continuidade ao desenvolvimento dos pintinhos. Durante aproximadamente 21 dias, as aves chocas reduzem a postura até cessá-la de vez.

“O choco é uma condição fisiológica das aves que indica uma falência temporária do ovário e do oviduto, os quais regridem até interromper a postura de ovos”, explica o extensionista da Emater-MG e especialista em Avicultura,  Almiro Gomide.

Além de pararem de botar, as galinhas chocas tem o manejo dificultado, uma vez que apresentam comportamentos mais agressivos que as outras aves. Para defender os ninhos, elas bicam, arrepiam as penas, piam de maneira ameaçadora e tentam amedrontar quem passa por perto.

Contudo, o choco vai muito além das mudanças comportamentais das aves. Elas alteram também a rotina de alimentação, não saindo dos ninhos nem para comer ou beber água, ficando mais fracas. Buscando evitar essas consequências, o produtor, sobretudo o que trabalha com sistema de criação intensivo ou semi-intensivo, precisa utilizar alguns artifícios para evitar ou mesmo interromper o período de choco.

Impedir que as aves passem a noite nos ninhos, evitar a redução do fotoperíodo, recolher os ovos várias vezes ao dia. Essas são algumas estratégias que podem ser utilizadas contra o choco, como ressalta Gomide, que também é professor do curso online de Criação de Frango e Galinha Caipira da UOV – “Deve-se evitar que as aves permaneçam no ninho, pois o peito em contato com os ovos estimula a liberação de prolactina, o que significa estimular o choco e inibir a produção de estrógeno, responsável pela postura dos ovos”

No entanto, se por algum motivo o choco acontecer, algumas dicas são eficientes para interrompê-lo. O saber popular, que indica a imersão da ave em balde de água fria, realmente funciona. O procedimento deve ser repetido duas vezes ao dia, durando alguns segundos. Outra alternativa é separar as galinhas chocas do ninho, oferecendo alimento em abundância e luz por 48 horas seguidas.

 

Por: Lorena Tolomelli

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