Tipos de tecido e acabamentos

Cada tipo de tecido pede um acabamento diferente, que garantirá a beleza da peça

Confecção e costura de roupas

“A indústria têxtil e de confecção brasileira pode ser comparada aos melhores e maiores produtores mundiais. Como um dos mais importantes setores da economia nacional, cresceu tanto na geração de empregos, quanto no valor de sua produção.”, afirma Hélvio Tadeu Cury Prazeres, professor do Curso Online de Como Montar e Administrar uma Confecção de Roupas, da Universidade Online de Viçosa. Nesse setor do vestuário, o acabamento é essencial para garantir a beleza e a qualidade das peças fabricadas. Para um melhor resultado, ele deve ser definido de acordo com o tecido usado na fabricação.

A título de exemplificação, tomamos como base as regatas, que são peças básicas que podem ser feitas com uma variedade enorme de tecidos. O molde é o mesmo, mas o acabamento e a forma de cortar devem ser diferentes:


Regata de cetim

Como esse tecido é mais maleável e fino, o acabamento ideal deve ser mais delicado, finalizando decotes e cavas com debrum do mesmo tecido e fazer uma barrinha lenço. Essa regata pode ser cortada no fio reto ou viés.


Regata de cambraia

Apesar da gramatura fina, é mais encorpada que o cetim. O acabamento anatômico é o mais indicado para decotes e cavas, sendo livre a opção pela barra longa ou pela barra curta. Nessa peça é muito comum usar entremeios de renda, ponto ajour e outros detalhes mais vintages, remetendo ao tempo dos nossos avós. O corte deverá ser feito no fio reto.


Regata de renda

Para essa peça mais sofisticada, o corte é atravessado, na maioria das vezes. Se optar por uma gripure mais encorpada, os bicos podem ser aproveitados para a barra nas cavas e decotes, contornando as partes da peça com a renda artesanalmente. Para a renda chantilly, o acabamento indicado é o debrum, que poderá ser duplo ou de cetim.


Em vestidos de alças com barra evasê, a costura é fechada por everloque e reta unindo tudo, se o tecido for uma seda. Pode ser forrado com malha e bem delicado na barra, estilo lenço. Em contrapartida, se esse mesmo vestido for em georgete, as partes deverão ser unidas pela costura francesa, a fim de que a transparência não revele o overloque nem a costura, deixando apenas um filete delicado.

Até peças consagradas, como o clássico blazer, podem ter sua confecção alterada de acordo com o tecido usado. Ao utilizar sarja, por exemplo, ele poderá ser forrado apenas na frente e receber um debrum nas bordas da costura, substituindo o overloque.

Pronto. Conhecendo já alguns tecidos e seus acabamentos, está tudo certo? Não! Estamos falando de um mundo altamente metamórfico, onde o que é usado hoje, amanhã é repudiado. Nesse fantástico mundo da moda, algumas formas de acabamento inusitadas podem aparecer de forma a aparentar uma desconstrução, propositalmente. Como no caso de babados sem arremate aplicados como blazer, vestidos e blusas de organza transparente com as bordas inacabadas. É importante ficar atento às tendências.

 

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Fonte: Solange Maldonado – audaces.com

 

por Renato Rodrigues

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