Principais doenças do maracujá e formas de controle

Conheça as principais doenças que atacam o maracujazeiro e aprenda a controlá-las

Maracujá

O maracujá é uma fruta cítrica e bastante apreciada mundialmente. Estima-se que sua origem tenha sido brasileira, sendo o Brasil o primeiro produtor mundial dessa fruta. De clima tropical, ele tem sua cultura amplamente voltada para a produção de frutas para o consumo “in natura” e também para a produção de suco.

Conhecido por ter substâncias que acalmam, o maracujazeiro pode sofrer com várias doenças, que podem causar má formação nos frutos e até a perda total da produção e dos cultivares. Vários fungos, vírus e bactérias podem atacar essas plantações e causar prejuízos enormes ao produtor.

Conheça as principais doenças do maracujazeiro e a forma de controlá-las:


Antracnose


Tem como principal alvo as folhas, provocando manchas pequenas, claras e circulares que podem mudar de cor e se tornar pardo-avermelhadas. Nos ramos, manchas alongadas se transformam em cancros.
CONTROLE: aplicando-se produtos à base de oxicloreto de cobre + mancozeb, chlorotalonil ou benomil.


Verrugose


Também surge com manchas circulares, mas que se transformam em um tecido corticoso, áspero, saliente e de cor parda. Deformam os frutos e o limbo foliar se enruga completamente.
CONTROLE: por meio de caldas fungicidas, com destaque para as que são à base de cobre. Para casos de cultivares com finalidade de produção de sucos, o controle não é recomendado, dado que essa doença não atinge a polpa.


Bacteriose


É uma doença semelhante à antracnose e ocorre nas estações chuvosas e quentes, diferenciando-se por apresentar pequenas manchas aquosas nas folhas e frutos em qualquer fase de desenvolvimento.
CONTROLE: o mesmo recomendado para a verrugose.


Podridão do colo


É identificada através de manchas escuras que apodrecem e lesionam o cilindro central do caule. Ela pode ser espalhar para cima ou para as raízes. A partir das lesões, as folhas murcham, se tornam amareladas e, em ataques mais severos, a planta morre.
CONTROLE: não se deve plantar em solos compactados, usar grades e deve-se evitar ferimentos na planta durante as operações de capina. Em caso de alguma lesão observada, raspar a área afetada e aplicar pasta bordalesa. Na hora de plantar, mergulhar as raízes até 20 cm acima do solo em uma solução de metalaxil. Ao detectar plantas doentes nas épocas em que a possibilidade de proliferação é maior, deve-se arrancar a planta e queimá-la para evitar que a doença se espalhe por toda a plantação.


Murcha ou fusariose


Ataca severamente a planta, pois prejudicam os vasos lenhosos a partir das raízes, murchando toda a planta e matando-a rapidamente. A murcha começa nas extremidades do ramo e, antes de que se generalize, as raízes já apodreceram.
CONTROLE: nesse caso, só há formas de preveni-la. As plantas diagnosticadas devem ser destruídas na própria cova, junto com três plantas à sua volta, mesmo que estejam sadias. Evitar terrenos que não sejam drenados e que contenham restos de mata ou capoeira.

 


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Fonte: Embrapa – embrapa.br



por Renato Rodrigues

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