Na prática, como funciona a irrigação localizada?

Esse método tem como principal característica aplicar baixos volumes de água, quando comparado com outros métodos, além de buscar manter a umidade do solo em níveis elevados

Na prática, como funciona a irrigação localizada?   Artigos Cursos UOV

 

Irrigação localizada é o método que consiste em aplicar a água em apenas uma parte da superfície do solo, mais precisamente onde as plantas de uma cultura se encontram instaladas. Esse método tem como principal característica aplicar baixos volumes de água, quando comparado com outros métodos, além de buscar manter a umidade do solo em níveis elevados, sempre acima da umidade mínima e mais próximo da capacidade de campo. Para isso, são utilizados turnos de regas menores, em geral, de dois a quatro dias.

Em relação à área molhada, é importante que ela seja suficiente para umedecer uma região do solo que englobe as raízes das plantas, devendo ser de no mínimo 1/3 da área sombreada pelas plantas. Assim, a área do solo que fica exposta é menor, fato este que contribui para que as perdas de água também sejam menores.

“Assim, pelo método de irrigação localizada, torna-se possível manter um ótimo nível de umidade no solo sem, no entanto, gastar muita água”, afirma Francisca Zenaide de Lima, Meteorologista e Doutora em Irrigação.

Na irrigação localizada, são utilizados, basicamente, dois tipos de emissores: gotejadores e microaspersores. Os gotejadores aplicam a água em pontos no terreno, enquanto que os microaspersores distribuem a água sobre uma pequena área circular ou setorial, onde se encontram instaladas as plantas.

No gotejamento, as vazões são baixas, geralmente, inferiores a 20 L/h, em cada ponto de emissão. Já, na microaspersão, são utilizadas vazões maiores, podendo chegar até 200 L/h, por emissor. Em relação à pressão de serviço, podemos dizer que gotejadores operam com pressões que vão até 10 mca (metro de coluna de água), enquanto os microaspersores utilizam pressões maiores, normalmente de 10 mca a 20 mca.

Apesar de os gotejadores possuírem orifícios de saída de água menores que os dos microaspersores (0,12 mm2 para os gotejadores e 0,78 mm2 para os microaspersores), nos dois casos, os sistemas de irrigação precisam ser equipados com elementos especiais para reter eventuais impurezas da água que poderiam causar entupimento. Esses elementos são os filtros que devem fazer parte do cabeçal de controle dos sistemas de irrigação localizada.

Quer saber mais sobre o assunto? Dê Play no vídeo abaixo:


 

Conheça os Cursos Online da UOV.
Por Silvana Teixeira.

Deixe seu comentário!

Avise-me, por e-mail, a respeito de novos comentários sobre esta matéria.

Receba Mais Informações

A UOV garante a você 100% de segurança e confidencialidade em seus dados pessoais e e-mail.
Fique por dentro das novidades! (Artigos, notícias, dicas, promoções e muito mais)

Universidade Online de Viçosa © 2006 - 2018. Todos os direitos reservados
Rua Dr. João Alfredo, 130 - Bairro Ramos, Viçosa - MG / CEP: 36570-254
CNPJ: 21.183.196/0001-77

Empresa Genuinamente Brasileira Empresa Genuinamente Brasileira
Atendimento Online
Ligamos para Você