Os Jardins Terapêuticos

Cresce no mundo a tendência de criar espaços idealizados especialmente para ajudar na recuperação de doenças

 

Os jardins sempre foram um espaço de bálsamo para a alma. É impossível não se acalmar diante do visual das plantas, do aroma das flores. Agora, essas características começam a ser usadas em favor de pessoas doentes ou das que apenas estão em busca de um momento tranquilo. Nos Estados Unidos e na Europa, cresce a tendência de criação dos chamados jardins terapêuticos. Eles são construídos ao ar livre ou em átrios e solários dos hospitais e em locais públicos, para serem frequentados pela população em geral. Não se trata, porém, de um jardim comum. Há características especiais que devem ser respeitadas para que ele de fato seja terapêutico. O primeiro cuidado é com a segurança.

Os pisos são antiderrapantes e as ruas, largas, com espaço para caminhar. Também são previstos pontos para descanso ou meditação. Se eles estiverem perto de uma fonte ou outro lugar de água corrente, melhor ainda. Outro diferencial é a escolha dos elementos que o compõem: há uma mistura de plantas medicinais, aromáticas e ornamentais. As medicinais são usadas simbolicamente e as demais porque também liberam aromas agradáveis, além de atraírem pássaros e borboletas. A ideia é desenhar um ambiente capaz de despertar os sentidos. Por isso, a cheirosa lavanda, as medicinais equinácea e erva-cidreira, e os cactos ornamentais estão entre as plantas mais usadas. Combinados com o canto dos pássaros e o barulho da água corrente, despertam a visão, a audição e o olfato, provocando o que os especialistas chamam de distração positiva. A ideia de criação dessas áreas surgiu da observação de que a saúde física e mental é influenciada por aspectos do ambiente físico, como sua luz natural, espaço ou som. “Quando olhamos para uma cena agradável, nossos sentidos são envolvidos positivamente”, disse à ISTOÉ Naomi Sachs, da empresa americana Landscapes Therapeutic, uma das companhias especializadas no desenvolvimento dessas áreas.

 

“Isso provoca a liberação de endorfinas, substâncias que promovem bem-estar.” Alguns trabalhos atestam o resultado da iniciativa. Um deles, feito no San Diego Children’s Hospital, nos EUA, mostrou que o jardim da instituição ajudou a diminuir o tempo de internação das crianças e melhorou a relação entre os pais, os pacientes e os funcionários. Em outro, realizado com portadores de dor, os cientistas verificaram que a distração obtida enquanto eles ficavam em um desses espaços causou relaxamento e reduziu sintomas. Também há exemplos em relação ao mal de Alzheimer. Uma pesquisa feita em 24 hospitais públicos e privados da Califórnia (EUA) revelou que os pacientes com melhor qualidade de vida eram os internados em instituições que dispunham de jardins desse tipo. “A combinação equilibrada de terapias farmacológicas, comportamentais e ambientais é eficaz para melhorar a saúde dos doentes”, concluíram os pesquisadores. Os benefícios ocorrem ainda em outros níveis.

 

Em um bairro violento da cidade de São Francisco, também na Califórnia, um desses jardins tem contribuído para baixar os índices de violência e melhorar um pouco a rotina dos moradores. No Brasil, a proposta de construção desses locais começa a interessar os principais centros de saúde. O Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por exemplo, incluiu em seu projeto de reestruturação a criação de uma área de convivência com plantas e espaço para integração entre pacientes e familiares.

 

 

Autora: Greice Rodrigues

Fonte: www.istoe.com.br

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