Cirurgia no sistema urinário de animais: a uretrostomia

A uretrostomia consiste, como o próprio nome sugere, em cirurgia na uretra dos animais

Cirurgia em animais

Kelly Cristina Sousa Pontes, professora da Disciplina VET Profissional UOV Cirurgia de Cães e Gatos, anuncia que a cirurgia no sistema urinário de pequenos animais apresenta técnicas e mecanismos únicos com os quais os médicos veterinários precisam estar familiarizados, para alcançarem o sucesso na realização dos procedimentos.

Uma cirurgia realizada no sistema urinário consiste na criação de uma abertura permanente ou temporária em diferentes locais na uretra. A uretrostomia é realizada em casos de:


- Produção de cálculos recorrentes que não são passíveis de controle médico;

- Estreitamentos uretrais distais ao escroto, devido a cálculos, traumatismos ou retrostomias;

- Traumatismo peniano grave, neoplasia do prepúcio ou uretra, quando é necessário amputar o pênis;

- Doenças congênitas que exigem manipulação do pênis ou prepúcio e forma de abertura uretral mais próxima, como é o caso de hipospadias e deficiência no comprimento peniano prepucial.

Tipos de uretrostomia:


Pré escrotal

É realizada a partir de uma incisão cutânea desde imediatamente caudal ao prepúcio até imediatamente cranial ao escroto.

Escrotal

É o procedimento de escolha, quando é necessário um orifício uretral permanente distal à uretra pélvica. Apresenta vantagens em relação à uretrostomia pré-púbica e perineal. É indicada para cálculos uretrais recorrentes, obstruções agudas, ferimentos uretrais distais severos no osso peniano ou no pênis, estrenose uretral distal ao escroto e para doenças que requeiram a amputação do pênis ou do prepúcio.

O local para a realização da uretrostomia é baseado no local onde há a obstrução ou em outro, conforme preferência do cirurgião. Em casos onde escolhe-se a técnica escrotal e o animal possa ser castrado, a uretrostomia escrotal é realizada. Já nos casos em que a obstrução da uretra proximal é acima do escroto, a uretrostomia perineal ou pré-púbica é exigida.

É mais comum em cães machos a obstrução uretral por urólitos, mas também é possível que ocorra em cadelas. Os cães afetados podem demonstrar sinais de ansiedade, drepressão ou fraqueza, com a possibilidade de a bexiga ficar distendida em um tamanho grande. O animal pode parecer normal e piorar rapidamente.

Animais que apresentam obstrução uretral precisam de um tratamento imediato, dado que essa afecção resulta em uma uremia pós-renal e provoca desequilíbrios hídrico, eletrolítico e ácido-básico associa, o que representa risco à vida do animal. Na impossibilidade de resultados laboratoriais, deve-se presumir que o animal encontra-se acidótico, hipercalêmico e azotêmico.

 


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Fonte: Portal Educação – portaleducacao.com.br
por Renato Rodrigues

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