Eutanásia em animais

Por definição, a eutanásia consiste em proporcionar morte ao animal de forma que ele não sinta dor

Eutanásia em animais - imagem ilustrativa

A eutanásia consiste em proporcionar morte ao animal de forma que ele não sinta dor, para aliviar sofrimentos decorrentes de doenças incuráveis ou, no caso de animais que são abatidos, para a comercialização de sua carne. É realizada através de técnicas já conhecidas, por médicos veterinários, no caso de animais domésticos, ou por pessoas capacitadas.

A professora da Disciplina VET Profissional UOV Patologia Clínica Veterinária, Waleska de Melo Ferreira Dantas, explica que, em alguns casos a eutanásia é necessária, pois o animal pode estar sentindo muitas dores.

Conheça a seguir algumas formas de eutanásia em animais:

Arma de efeito cativo

Esse método é mais utilizado para o abate de animais de produção. Essa arma provoca a destruição do tecido cerebral por lâmina ou ar comprimido.

Arma de fogo

Ainda que seja considerada esteticamente inaceitável, a arma de fogo pode causar uma morte rápida e indolor, caso seja bem usada.

Deslocamento Cervical

Mais utilizado em animais de pequeno porte ou de laboratório, que, quando sedados, as vértebras são deslocadas e há rompimento do tecido nervoso local.

Decapitação

Também é mais utilizado em animais de laboratório e pode ser combinada com a eletrocussão.

Eletrocussão

Também conhecida como fulminação, é considerada um método quase perfeito pela agilidade em que mata o animal.

Irradiação por micro-ondas

Essa forma de eutanásia só é permitida em animais de laboratório. É necessário o uso de um equipamento industrial, que é dispendioso. O uso de aparelhos domésticos é expressamente proibido para tal.

Compressão torácica

Rápido e aparentemente indolor, também não é esteticamente aceitável.

Outras

Existem outras formas de eutanásia, consideradas inaceitáveis: destruição medular, maceração, esmagamento da nuca, estrangulamento, a descompressão, hipotermia (congelação), hipertermia, exsanguinação e afogamento.

Métodos químicos inalantes

- Inalação de anestésicos, como o halotano, isoflurano, sevoflurano;
- Nitrogênio e argônio, que provocam morte por hipóxia cerebral;
- Monóxido e dióxido de carbônico, de menor custo;
- Azoto, óxido nitroso, ciclopropano e cianeto de hidrogênio.

Métodos químicos não inalantes

- Barbitúricos, que provocam a perda de consciência sem muito desconforto;
- Hidrato de cloral, indicado apenas para animais grandes, com exceção de cães e gatos, e aplicado de forma intravenosa;
- T-61, uma combinação de três drogas não barbitúricas e não narcóticas de ação curariforme, isto é, que produz o relaxamento dos músculos.

 


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Fonte: Portal Educação – portaleducacao.com.br
por Renato Rodrigues

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