Preparo do campo operatório veterinário: a assepsia cirúrgica

A assepsia do campo operatório é fundamental para evitar a contaminação por agentes externos

Preparo do campo operatório

Para preparar o campo operatório para a realização de cirurgias veterinárias, é fundamental manter a assepsia do local onde o animal será operado. Isso porque os instrumentos e outros itens usados na cirurgia podem estar contaminados e comprometer ainda mais a saúde do animal.

A professora da Aula 02 – Paramentação da Equipe Cirúrgica, da Disciplina Cirurgia de Cães e Gatos, do VET Profissional UOV, afirma que as práticas de assepsia previnem a contaminação exógena do campo operatório, isto é, previne a contaminação do animal por agentes externos a ele.

Fazem parte da assepsia os procedimentos de esterilização, desinfecção e antissepsia:


1- Esterilização

Consiste na eliminação de todos os microrganismos que possam contaminar objetos inanimados, ou seja, roupas e instrumentos utilizados no procedimento cirúrgico. Pode ser realizada por métodos físicos ou químicos.

Métodos físicos

- Através do calor, pelos processos de autoclavagem ou com água em ebulição, ou com a flambagem, estufa ou incineração.

- Através da radiação, com raios UV ou com raios gama.

- Através da filtração, que remove microrganismos de gases e líquidos.

Métodos Químicos

- Gasosos, utilizando o formaldeído ou o óxido etileno.

- Líquidos, com o uso de glutaraldeído, deixando o material em imersão na solução a 2% durante 10 minutos.

A esterilização tem validade variada: 10 dias para embalagens de papel, 15 para as de tecido, 6 meses para o plástico e 30 dias para caixa metálica.

2- Desinfecção

A desinfecção diz respeito à remoção de microrganismos de superfícies, como é o caso de móveis, paredes, salas e baias. É feita com desinfetantes.

3- Antissepsia

Esse procedimento é realizado para eliminar a contaminação de agentes que podem ser utilizados sobre tecidos vivos, como a pele do animal ou da equipe cirúrgica. A antissepsia da mão remove sujidades e a oleosidade da pele, diminuindo para quase zero a contagem de microrganismos transitórios. É feita através de escovação nas unhas, faces dos dedos, regiões interdigitais, palmares e dorsais e, ainda em cada um dos lados do antebraço.

4- Roupas cirúrgicas

É importante, também, saber vestir os equipamentos cirúrgicos, tomando cuidados para que não haja contaminação deles, tomando cuidado para que não sejam usados em trânsito entre áreas estéreis e não estéreis.


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Fonte: Setor de Ensino e Pesquisas Cirúrgicas Faculdade de Veterinária UFRGS – ufrgs.br/blocodeensinofavet/
por Renato Rodrigues

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