Veterinário profissional: O que é a mucocele?

Embora não seja comum, a mucocele não é um problema raro e afeta a produção de saliva dos animais

Cão babando

A doutora em cirurgia veterinária e professora da Disciplina Cirurgia de Cães e Gatos, do Projeto VET Profissional, da UOV, Kelly Cristine de Sousa Pontes, ressalta que, no cuidado com cães e gatos é necessário estar atento aos problemas que eles apresentam, para, então encaminhá-los ao veterinário.

Um desses problemas, que não é muito raro e afeta as glândulas salivares de pets, é a mucocele, ou saliocele. Em outras palavras, esse problema é caracterizado pelo acúmulo de saliva em uma região incomum, produto do extravasamento da glândula salivar ou de seu ducto, por conta de alguma lesão.

Mais comum em cães do que em gatos, essa enfermidade não possui uma faixa etária “preferida”. O sintoma mais comum é o aparecimento de um aumento de volume ou uma massa flutuante de consistência mole, que tem a localização de acordo com a glândula salivar afetada. Por conta disso, a mucocele pode estar presente no tecido subcutâneo, sublingual, faríngeo, ou próximo aos olhos. Mas, na maioria dos casos, as glândulas salivares mandibulares e sublinguais são as mais afetadas.

Ela pode surgir por diversos fatores, como os traumatismos que provoquem ruptura dos ductos glandulares, obstruindo de forma parcial ou total, neoplasias, processos inflamatórios e/ou infecciosos. Basicamente, quando há qualquer dano nas glândulas ou ductos salivares, há a possibilidade de extravasamento salivar.

Ao extravasar a saliva a partir da glândula e do ducto, há um processo inflamatório e a formação de tecido fibroso local consequentemente, além do progressivo acúmulo de saliva. O animal pode sentir dor e apresentar dificuldades ao deglutir. É possível perceber, em alguns animais, salivação excessiva em que é possível notar a presença de estrias de sangue.

O diagnóstico é feito a partir do histórico, exame físico e aspiração de um líquido viscoso limpo. Em alguns animais, ainda é possível que seja solicitado um exame de sangue, raio x, ultrassom e até biopsia, quando há suspeita de neoplasia.

Para tratamento, há duas opções: correção cirúrgica e tratamento conservativo, a depender do caso:

- O tratamento conservativo é feito com antibióticos e anti-inflamatórios.

- A intervenção cirúrgica consiste no tratamento de escolha, uma vez que o outro tipo de tratamento pode causa recidivas, estenoso ductal e formação de cistos.

Os donos costumam se preocupar bastante com o animal ao escolher a intervenção cirúrgica. Mas, após o tratamento cirúrgico e a remoção da glândula, o animal ainda consegue umedecer o alimento. Há a presença de outras glândulas salivares que suprem a necessidade salivar do animal para a alimentação.


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Cirurgia de Grandes Animais

Fonte: Guarulhos Web – guarulhosweb.com.br
por Renato Rodrigues

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