Do coco nada se perde, tudo se desfruta

Ele pode ser considerado a fruta do verão. Num sol quente à beira-mar, a água-de-coco é rapidamente lembrada para matar a sede. E a verdade é que do coqueiro nada se perde. A fruta apresenta mil e uma utilidades que espantam quem só se delicia com a doçura da água ou com os diferentes pratos que a culinária oferece.

Sem deixar por menos, a água-de-coco tem inúmeras aplicações: é eficiente soro hidratador, podendo ainda ser utilizada como auxiliar no tratamento de doenças infantis e de organismos debilitados. Já o leite de coco, de uso culinário, é obtido através da polpa branca, carnuda e oleosa. Do bagaço podem-se produzir azeite, sabão, velas e, até mesmo, margarina. Capachos, passadeiras, sacos, broxas, escovas, redes, esteiras e estofados para carros são produzidos da fibra do coco, que envolve a parte carnosa.

Acontece que o capixaba inventou mais utilidades para o mágico coco. Em Vila Valério, mais especificamente na comunidade de Dourado, a fruta já possui até data específica. Pode agendar: na última semana de agosto, são três dias de festa. O município é o segundo maior produtor de coco do Estado, perdendo apenas para São Mateus. Lá, são mil hectares de coco-anão-verde, sendo que desses, 800 já estão produzindo e os 200 restantes estão em fase de crescimento.

Na Festa do Coco existe o concurso para se escolher a Rainha do Coco, sonho de toda mocinha da cidade. Estimulada pelos prêmios oferecidos, a comunidade se mobiliza e coloca a imaginação em dia. É incrível o capricho das artesãs na produção de vestidos com modelos bem-trabalhados, trançados, tendo flores, acessórios, brincos, luvas, bolsas e até sapatos confeccionados com fibras do tronco do coqueiro. Tudo feito do coco, chamando a atenção pela beleza. .As artesãs procuram acompanhar a moda para a produção ficar em dia, conta Dulcinéia Zorzanelli Brumati, vice-presidente da Associação de Moradores e Produtores de Dourado e Arredores. Maria Geni Boni e Maria das Graças Scalfoni Savernini não se preocuparam em retirar do armário os vestidos confeccionados para festas anteriores. E é pena que não haja uma casa de arte para expor o trabalho tão detalhista e de qualidade. As artesãs exercitam sua criatividade e depois da festa os vestidos e outras produções acabam no armário de suas casas.

Até vestido de coco ralado, simulando um tecido com rendas minuciosas, é fabricado em Vila Valério. .A festa foi o que incentivou o artesanato. A gente nem sabia que tinha tanto artista por aqui, destaca Dulcinéia. As artesãs levam em média 25 dias para produzir um vestido. Por dia, são nove horas de trabalho criativo, em equipes formadas por quatro pessoas.

 

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