Os últimos leitões a nascerem têm de mamar primeiro, sabia?

Após o nascimento, acontece uma verdadeira corrida pela sobrevivência. É natural que os leitões mais fortes levem vantagem, mas há práticas que garantem chances iguais aos de menor peso

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Após o nascimento, acontece uma verdadeira corrida pela sobrevivência. “É natural que os leitões mais fortes levem vantagem, mas o criador pode adotar práticas que garantam chances iguais aos recém-nascidos com menor peso”, afirma Dr. Paulo César Brustolini, Graduado e mestre em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa. Doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Várias observações práticas e de pesquisas mostram que as tetas peitorais da porca são mais produtivas. Essa diferença de produtividade entre as tetas pode causar desigualdade entre os leitões na hora do desmame. Uma maneira eficiente de se evitar desigualdade no desenvolvimento dos leitões é orientando as primeiras mamadas.

Os leitões mais fracos mamam primeiro e sozinhos, nas tetas peitorais. Esse procedimento deve ser feito até que as leitegadas estejam aparentemente uniformes. Os últimos leitões a nascerem têm um problema a mais em relação aos outros: eles correm risco de receber um colostro “ralo”, pobre de anticorpos; são, portanto, candidatos ao descarte.

O colostro possui alto teor de proteína (acima de 18%) cuja composição contém 50% de globulinas, em especial gamaglobulinas, que atuam protegendo passivamente o leitão recém-nascido contra diversos patógenos presentes na maternidade e que agem sobre o sistema respiratório e digestivo. A fração das gamaglobulinas, que tem como origem principal o plasma sanguíneo da mãe, é composta por três grupos de imunoglobulinas (Ig), das quais duas - a IgM e a IgQ - só conseguem atravessar a parede intestinal nas primeiras horas de vida do leitão, proporcionando-lhe, assim, proteção contra infecções por patógenos específicos presentes na maternidade, num processo chamado de imunização passiva.

Há dois motivos que tornam o fator tempo importante:


♦ A concentração de gamaglobulina no colostro diminui rapidamente em função da maior produção de leite;
♦ A capacidade de as imunoglobulinas atravessarem o intestino é rapidamente reduzida devido à menor permeabilidade da parede intestinal. Doze horas após o nascimento, apenas 10% das gamaglobulinas ingeridas são absorvidas integralmente. Para garantir a oferta de colostro rico aos leitões mais fracos ou que nasceram por último, são recomendadas algumas práticas excepcionais de manejo que reduzem os casos de mortalidade pré-desmame.

Faça o seguinte:


♦ Depois do parto, separe os leitões maiores e deixe-os por uma hora e meia no escamoteador, enquanto os menores mamam primeiro, aproveitando o colostro. Depois, reúna novamente a leitegada e faça as transferências, se necessário;
♦ Recolha o colostro de várias fêmeas imediatamente antes do parto e armazene no refrigerador, administrando a mescla de colostro de hora em hora, para os leitões mais fracos;
♦ Esse colostro deve ser previamente aquecido em banho-maria a 39°C; e
♦ Administrar produtos biológicos à base de lactobacilos, nos três primeiros dias de vida.

Quando um leitão mama pouco colostro, suas defesas orgânicas baixam muito. Os filhotes mantidos a uma temperatura de 20°C ingerem apenas 60% de colostro em relação aos leitões mantidos a 30-32°C. O cuidado com as instalações da maternidade a fim de facilitar o acesso dos leitões ao úbere é muito importante.

O criador deve ficar atento à combinação de dois fatores para evitar perdas. A não ingestão da quantidade suficiente de colostro e a exposição do leitão a temperaturas inadequadas nas primeiras 24 horas de vida geralmente levam à morte do filhote. Por isso, recomenda-se o descarte das fêmeas com dificuldade de exposição do úbere.

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