Programa mínimo de vacinação para rebanho suíno

Vacinar o rebanho é essencial na prevenção de doenças que podem afetar todos os animais e causar perda na produção

Vacinação de suínos

A suinocultura é uma prática antiga que até hoje marca presença na nossa realidade social e cultural. De acordo com dados da ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal –, a carne suína é a mais consumida no mundo. Diante dessa importância, cabe ao suinocultor proteger a sua cultura a fim de que ela dê os resultados positivos esperados.

Uma das formas de proteção é a vacinação dos suínos. O objetivo da utilização de vacinas em suinocultura é o de melhorar as condições de defesa dos animais contra os agentes patogênicos. “O sucesso na formação dos anticorpos, que são as defesas naturais, depende diretamente do manejo, desde o nascimento até o uso de vacinas injetáveis.”, afirma Paulo César Brustolini, Professor do Curso Online de Manejo de Leitões do Nascimento ao Abate, da Universidade Online de Viçosa.

Além da forma de vacinação passiva, que é feita através do colostro aos leitões recém-nascidos, existe a imunização ativa, que é feita através da injeção de anticorpos no organismo suíno. A decisão de quais vacinas serão utilizadas dependerá de uma avaliação individual da granja, dos riscos e perdas econômicas que representam as doenças a que se deseja prevenir.

Entre as principais doenças que acometem as criações de porcos, estão a Parvovirose, a Colibacilose, a Rinite atrófica e a Pneumonia enzoótica. Sugerimos aqui um programa mínimo de vacinação para um rebanho suíno, lembrando que algumas criações podem exigir outras vacinas.

Para leitoas:
Na quarentena ou na chegada à granja, recomenda-se aplicar a primeira dose de parvovirose e com 20 a 30 dias após a chegada, a segunda. Com 70 dias de gestação, devem ser aplicadas as primeiras doses de colibacilose, rinite atrófica e pneumonia enzoótica. Com 90 dias, as respectivas segundas doses.

Para porcas:
Dose única de colibacilose, rinite atrófica e pneumonia enzoótica aos 90 dias de gestação. Dose única também para a parvovirose, de 10 a 15 dias após o parto.

Para cachaços:
Na quarentena ou na chegada à granja, uma dose de parvovirose e uma de rinite atrófica. Após, renovar a dose de rinite atrófica semestralmente e a de parvovirose anualmente.

Para leitões:
De acordo com a recomendação do fabricante ou veterinária, uma ou duas doses de pneumonia enzoótica. Vale ressaltar que é importante evitar o período de castração ou desmame dos leitões para fazer a aplicação das vacinas. Isso porque nesses períodos, o estresse do leitão é muito grande, comprometendo a capacidade de reação dos antígenos.

Outras doenças comuns a suínos que requerem vacinação são a Peste suína clássica, a Leptospirose, a Erisipela, a Pleuropneumonia, a Doença de Aujeszky e a Paratifo, que devem ser aplicadas se assim recomendadas. Atualmente, vem sendo utilizado em suinocultura o programa de vacinação conhecido como vacinação autógena. Em outras palavras, o programa consiste no processo em que o veterinário recolhe amostras de fezes, resíduos de ração e etc., e as encaminha a um laboratório que fará a identificação e a contagem dos microrganismos potencialmente infectantes presentes no rebanho e potencialmente causadores de doenças. De posse desses resultados, é proposto um programa de vacinação específico para aquele sistema de produção de suínos. Uma das desvantagens desse tipo de vacinação é o alto custo em comparação a ministrar as vacinas do programa mínimo regularmente.

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por Renato Rodrigues.

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