Qual é o melhor sistema de pastejo, você sabe?

Um sistema de pastejo ideal é aquele que permite maximizar a produção animal sem afetar a persistência das plantas forrageiras

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Um sistema de pastejo ideal é aquele que permite maximizar a produção animal sem afetar a persistência das plantas forrageiras. A escolha de um sistema de pastejo é bem mais complexa que simplesmente adotar algumas técnicas de manejo, haja vista que envolve uma série de variáveis interagentes, tais como a planta forrageira, o animal, o clima e o solo.

Desse modo, qualquer sistema de pastejo poderá resultar em ótimo desempenho animal, pois o mais importante é o consumo de energia, que está relacionado com a disponibilidade da forragem, proporção de folhas na pastagem, digestibilidade e consumo de forragem. Então, resta-nos saber qual é o melhor sistema de pastejo para atender às exigências de crescimento da planta forrageira e para melhorar a eficiência na colheita de forragem. Pois, o manejo das pastagens assume papel fundamental na produtividade animal, uma vez que é somente através do conhecimento, manipulação e alocação correta dos fatores de produção, solo-clima-planta-forrageira-animal, é que será possível obter produtividade e rentabilidade favoráveis dentro de qualquer sistema de produção animal.

Em que se baseia o método de pastoreio de lotação rotacionada?


O método de pastoreio de lotação rotacionada baseia-se no ajuste da taxa de lotação e na divisão da pastagem em um número variável de piquetes, os quais, algumas vezes, podem ser subdivididos com cercas móveis”, afirma Adilson de Paula Almeida Aguiar, Graduado em Zootecnia pela Faculdade de Agronomia e Zootecnia de Uberaba – FAZU e Especializado em Solos e Meio Ambiente pela Escola Superior de Agricultura de Lavras – ESAL.

Por quanto tempo os animais podem ocupar o piquete?


O período de ocupação dos piquetes vai depender do ritmo de crescimento das plantas e da estrutura disponível. Períodos de ocupação próximos de um dia deverão ser adotados apenas em sistemas de uso intensivo da pastagem quando as adubações, principalmente com nitrogênio, aceleram o ritmo de crescimento da planta. Já nas áreas mais extensivas, esse período poderá ser estendido a até uma semana.

O que acontece após a retirada do animais do piquete?


No pastejo rotacionado, após a ocupação de cada piquete, por um período de tempo variável de alguns dias, quando sua vegetação é desfolhada, total ou parcialmente, o piquete permanece em descanso, sem a presença dos animais, para a recuperação de sua folhagem, completando o ciclo de pastejo. Trata-se de uma forma de manejar a pastagem e visa garantir que não ocorram subpastejo ou superpastejo. Por preconizar esse cuidado com o controle só pastejo e sendo implementado adequadamente, garante maior desempenho aos animais, que passam a consumir somente forragem de boa qualidade. Propicia ainda aumento da taxa de lotação, mesmo em pastagens que já tenham uma boa qualidade.

Qual a grande vantagem do método de pastoreio de lotação rotacionada?


O pastoreio de lotação rotacionada permite que o pecuarista coloque os animais para pastejar num determinado piquete, no momento certo, quando a planta já teve o período de descanso ideal. Na verdade, cerca de 90% do tempo o piquete permanece vazia, em descanso.

Como calcular a taxa de ocupação em piquetes?


Como forma de orientação ao produtor, a taxa de lotação poderá ser usada como parâmetro para se determinar os períodos de ocupação de cada piquete. Assim, em sistemas que exploram taxas de lotação abaixo de 5 UA/ha, podem ser adotados ciclos de pastejo com até 7 dias de ocupação. Já com 5 a 8 UA/ha podem ser adotados períodos de 2 a 3 dias de ocupação e, para mais de 8 UA/ha, ser de apenas um dia de ocupação por piquete.

É importante esclarecer que os animais sob pastejo interferem significativamente alterando a distribuição e a eficiência no aproveitamento de nutrientes reciclados. A distribuição das dejeções depende de fatores como a taxa de lotação animal, a forma de pastejo, a área de descanso e a quantidade e frequência de excreção.

Quer saber mais sobre o assunto? Dê Play no vídeo abaixo:


 

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Por Silvana Teixeira.

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